Willing
to anticipate the daily suicide – consider anti-anxiety pills;
natural – natural, I could not keep from taking them – consider
anti-anxiety pills taken; normal. Medicated, in my full joyful youth,
with
the orange flask upon the fingers, I could not evade diagnosing that
my anal fire had not ceased after the water diluting my anti-anxiety
pills – consider them taken; habitual – flooded – not entirely
(it was little water); wet – my used stomach; regular: still
thirsty. From my actions there was not much left – consider the
water drank; weighed – unless to
lean my back on my wood bed – back on the white wall, legs on the
mattress; usual – to
not
delay myself on sleeping; ordinary. I could not help noticing our
Savior – garnish, symbol; commonplace – celestially nailed at the
white wall – nailed (hands and feet); vulgar – within its crossed
Lady King vial (with a silly face). Why should something be nailed
like that? I could not help comparing it with my own image: me, abed
with the vial, drooling all over the nightstand which looked like
clamoring – in a mantra: jump, Master. And I, with a silly face,
slept like a child in a induced coma; felonious.
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
quarta-feira, 17 de setembro de 2014
Safari de domingo
Ao
passar pela alameda com o grupo de turistas – alguns estrangeiros,
outros nem tanto, recém acordada, em jejum por falta de tempo,
absorta na manhã introspectiva, ponderava – à meia voz – Guia:
“Que cheiro forte de chuva. Será que consigo comer antes de me
molhar?”. Em sua Mochiladoguia de alça diagonal, dispostas nas
partições nominadas “Acenar”, “Erguer” e “Agitar”,
estavam, respectivamente, as bandeirolas azul, amarela e vermelha. A
primeira deveria apontar o lugar sobre qual Guia estivesse falando;
ao sinal da segunda, o grupo deveria parar ou para esperar os
carros atravessarem ou não atrapalhar as senhoras em cooper matinal,
enquanto a terceira e última bandeirola era destinada a dois
momentos; um sendo a sinalização do fim da expedição e o outro
para faciliatar pessoas perdidas a avistarem o grupo, caso ficassem
para trás ou perdidas; aparentemente a única diferença entre uma
bandeirada vermelha e a outra bandeirada vermelha eram os gestos
faciais do guia; caso indicasse o término da visita, sua feição era
de alívio e compensação, como aquela do banho após exercício
físico; caso fosse o de chamar atenção de turistas não
aparelhados ao passo uno do grupo, ou então a esperança de ser
visto por algum extraviado – estrangeiros ou nem tanto, sua feição
alcançava notas e tons de reprovação, como a de um pai careca
apontando o dedo em sua cara, cuja intenção é fazer com que o
transgressor – turista ou filho – se sinta culpado. Além dos
estandartes coloridos, carregava-se no bolso esquerdo da camisa um
apito branco destinado às emergências, isto é, caso alguém do
grupo torcesse o tornozelo ou entrasse algum inseto urbano em seu
globo ocular, impossibilitando a apreciação da vista. Também era
usado em casos mais graves, como em casos mais graves, mas com esse fim poucas vezes na história da Turismos S/A havia sido
acionado, o que de certa forma contribuía para a presença de
fantasmagorias e esgueiramentos de alguns mitos, responsáveis por
assombrar vez ou outra guias e guias.
Eu,
Secretáriogeraldarelaçãoempresa/guias e antigoguia, posso dizer
que a reputação de Guia não é das mais firmes. É conhecida pela
hipocondria severa, herdada pelo avô materno, segundo ela, além de
suas psicossomáticas alergias que enrubesciam seu nariz obtuso ao
ponto de transformar qualquer gostodecigarrogostoso em cheiro de
diarreinicial. Algo desastroso potencialmente: pestilente motor e
algoz de passeios. Tomou a bandeirola azul, reuniu forças, ergueu-a
e apontou-a à esquerda dizendo: “olhem e percebam, esta é uma
casa, o cheiro de café é não só revigorante como também
apetitoso. Talvez a dona de casa bondosa ou a diarista benevolente o
sirva para o rapaz de cinza que arrumará a TV a cabo; façam isso
para para aproveitarem o passeio”. Do mesmo modo, ao fim da
observação, tomou a bandeirola em sua mão esquerda e apontou para
a casa à direita dizendo: “esta é outra casa, casa da nova e
eterna manutenção dos costumes, alinhada ao bel prazer e interesses
da família. Provavelmente o Pai já está de saída ou madrugou no
trabalho”. O cheiro de classe média embrulhava o estômago de
Guia, pequeno comparado ao tamanho do pacote a ser digerido. Os
turistas observavam e murmuravam asneiras enquanto Guia imaginava que
desmaiaria pela décima segunda vez na manhã. Desesperada para ir
embora, seu nariz enrubescia como que pedindo pela cor da bandeirola
ser a mesma que a sua, finalizando mais um dia de paranoias
gastrointestinais e otorrinolaringologistas. Só o fato de o nariz
conseguir identificar os surtos cutâneos e internos como paranoias
reais, advinda de conexões nervosas virtuais, já demonstra que, na
verdade, possuía mais autocontrole e autoconhecimento sobre o
sistema de Guia do que Guia.
“Agora
observamos uma senhora em roupas de ginástica atravessando este
cruzamento vazio e sem trânsito frequente. Às vezes temos a
oportunidade de encontrarmos duas senhoras, ou algum adolescente
obeso; ou ainda guias de cão e não cães guia” e riu audivelmente
com a bandeirola amarela apontada aos céus, como trocando de feição
para um sorriso ensaiado de sua piada, com o qual a sensação de qualquer um
que houvesse feito o passeio mais de uma vez seria a de um mergulho
num vórtex de deja vù.
Seguindo, continuou: “enfim, vez ou outra vemos duas pessoas se
cruzando e falando 'bom dia' entre uma respiração e outra. Vocês
precisam ver. Espero que tenhamos essa sorte hoje, certo?”, disse
Guia. O grupo de turistas respondeu-a mudamente num sorriso sincero e
ela, indiferente,
seguiu caminho. Deparando-se
com uma oficina de garagem repetiu o ritual da bandeira azul. “Ali
um aposentado ensinando Neto a ter novas skills de como otimizar o
tempo na amarração dos tênis; cansado e desajustado pretende
passar ao neto maneiras de não desperdiçar tempo entre uma troca de
roupa e outra. O workshop com o aposentado é realizado nas segundas
e quartas das 7:30 às 9.”
No
decorrer da excursão as observações foram-se acumulando, bem como
a rinite de Guia. “Um aceno de cabeça entre vizinhos”, “um pé
de amoreira privado e privativo”, “carro do ano pertencente ao
síndico do condomínio três quadras além de nossa expedição”. Finalmente, com a bandeira vermelha na mão direita, disse, “obrigado a todos
pela maravilhosa manhã e companhia. A Turismo S/A agradece a
preferência; saiam, por favor, todos com calma pela direita”.
Todos saíram em meio aos burburinhos e sorrisos. Logo, Guia pôde se
recostar no poste do fim da rua e acender um cigarro de filtro
vermelho, como a bandeira dependurada ainda em sua Mochiladoguia; de
crachá vestido tragou e puxou ar pela boca duas vezes demasiadamente rápidas; aquele mesmo ar com cheiro de café, classe média,
chuva e doença psicossomática. Foi correndo ao banheiro desmaiar
seu intestino.
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